É comum que, após um período de perda de peso, a balança apresente uma desaceleração ou aparente estabilização. Esse fenômeno, conhecido como efeito platô, faz parte da adaptação natural do organismo e não significa, necessariamente, que o processo de emagrecimento deixou de funcionar. Compreender esse mecanismo é fundamental para evitar frustrações e manter a constância ao longo da jornada (SUMITHRAN; PROIETTO, 2013).
Por que o organismo se adapta durante o emagrecimento?
À medida que ocorre a perda de peso, o corpo passa a demandar menos energia para realizar suas funções básicas. Além disso, alterações hormonais relacionadas à fome, à saciedade e ao gasto energético podem contribuir para uma redução na velocidade do emagrecimento. Esse mecanismo é conhecido como adaptação metabólica e representa uma resposta fisiológica esperada do organismo (ROSENBAUM; LEIBEL, 2010).
Como superar o efeito platô?
Antes de realizar mudanças drásticas, é importante avaliar fatores como qualidade do sono, nível de atividade física, ingestão alimentar, estresse e aderência ao plano alimentar. Em muitos casos, pequenos ajustes na rotina são suficientes para retomar a evolução. Também é importante lembrar que a composição corporal pode continuar mudando, mesmo quando o peso permanece estável, evidenciando ganhos em saúde que vão além da balança (HALL; KAHAN, 2018).
Mais do que números
O emagrecimento é um processo dinâmico e individual. Enxergar o efeito platô como parte do percurso pode contribuir para uma relação mais saudável com os resultados e favorecer a manutenção dos hábitos construídos ao longo do tempo.
- Referências
O efeito platô não é o fim do processo, mas um sinal de que seu corpo está se adaptando. Agende sua consulta e descubra estratégias para continuar evoluindo de forma saudável.
Jéssica Gomes

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