(81) 995928466  ·  contato@jessicagomes.ntr.br
Emagrecimento

Efeito platô: o progresso invisível

O efeito platô pode gerar a sensação de estagnação, mas esconde avanços importantes no seu desenvolvimento.

Efeito platô: o progresso invisível

É comum que, após um período de perda de peso, a balança apresente uma desaceleração ou aparente estabilização. Esse fenômeno, conhecido como efeito platô, faz parte da adaptação natural do organismo e não significa, necessariamente, que o processo de emagrecimento deixou de funcionar. Compreender esse mecanismo é fundamental para evitar frustrações e manter a constância ao longo da jornada (SUMITHRAN; PROIETTO, 2013).

Por que o organismo se adapta durante o emagrecimento?

À medida que ocorre a perda de peso, o corpo passa a demandar menos energia para realizar suas funções básicas. Além disso, alterações hormonais relacionadas à fome, à saciedade e ao gasto energético podem contribuir para uma redução na velocidade do emagrecimento. Esse mecanismo é conhecido como adaptação metabólica e representa uma resposta fisiológica esperada do organismo (ROSENBAUM; LEIBEL, 2010).

Como superar o efeito platô?

Antes de realizar mudanças drásticas, é importante avaliar fatores como qualidade do sono, nível de atividade física, ingestão alimentar, estresse e aderência ao plano alimentar. Em muitos casos, pequenos ajustes na rotina são suficientes para retomar a evolução. Também é importante lembrar que a composição corporal pode continuar mudando, mesmo quando o peso permanece estável, evidenciando ganhos em saúde que vão além da balança (HALL; KAHAN, 2018).


Mais do que números

O emagrecimento é um processo dinâmico e individual. Enxergar o efeito platô como parte do percurso pode contribuir para uma relação mais saudável com os resultados e favorecer a manutenção dos hábitos construídos ao longo do tempo.

- Referências

HALL, K. D.; KAHAN, S. Maintenance of lost weight and long-term management of obesity. Medical Clinics of North America, v. 102, n. 1, p. 183–197, 2018.

ROSENBAUM, M.; LEIBEL, R. L. Adaptive thermogenesis in humans. International Journal of Obesity, v. 34, Suppl. 1, p. S47–S55, 2010.

SUMITHRAN, P.; PROIETTO, J. The defence of body weight: A physiological basis for weight regain after weight loss. Clinical Science, v. 124, n. 4, p. 231–241, 2013.


O efeito platô não é o fim do processo, mas um sinal de que seu corpo está se adaptando. Agende sua consulta e descubra estratégias para continuar evoluindo de forma saudável.

Jéssica Gomes

Compartilhar

Olá, deixe seu comentário para Efeito platô: o progresso invisível

Cancelar Enviando comentário